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Batata-doce

Delícia com baixo índice
glicêmico
Larissa Signori e Paula Castilho
Reconhecida por seu sabor
adocicado, a batata-doce é um carboidrato complexo de baixo índice
glicêmico, o que significa que sua absorção é mais lenta, liberando
glicose na corrente sanguínea aos poucos e sem estimular muito o hormônio
insulina (responsável pelo aumento da fome e pelo acúmulo de gorduras). Rica
em fibras, ela também possui sais minerais como fósforo (traz disposição),
cálcio (principal integrante dos ossos), potássio (mantém a pressão arterial
controlada), ferro, magnésio (ativador de várias enzimas) e sódio. além de
apresentar alto teor de vitaminas E, A, B1 e B5.
O índice glicêmico
mede a velocidade de entrada de glicose na circulação sanguínea após o
consumo de um carboidrato. Alimentos com IG alto fazem disparar as taxas de
açúcar no sangue. Então, o pâncreas precisa trabalhar dobrado, produzindo
muita insulina, que é encarregada de levar o açúcar para dentro das células,
mas, em excesso, estimula o organismo a estocar gordura. A batata-doce
fornece energia de modo equilibrado, isto é, sem provocar picos de glicose e
demanda excessiva de insulina, o que também auxilia na prevenção e
tratamento de diabetes tipo 2, além de conferir maior sensação de saciedade.
Você demora mais para sentir fome! De fato, uma pesquisa do College of
Agriculture and Life Sciences dos Estados Unidos comprovou que, graças
ao IG baixo, ela auxilia no emagrecimento.
Apenas 100 g de
batata-doce possuem vitamina A na mesma quantidade de 23 kg de batata
comum.
Consumindo diariamente batata-doce, o corpo irá receber
sempre uma grande demanda de vitamina A, essencial para os olhos, pele e o
sistema respiratório. Além disso, as vitaminas do complexo B contribuem para
uma digestão mais fácil, metabolismo acelerado e melhoria no sistema
nervoso. Os minerais contribuem para a formação e saúde dos ossos e dente.
A batata-doce nasce como raiz mas, diferente da batata comum, ela possui
uma firmeza maior e ainda é doce, o que proporciona a sua alimentação muito
mais sabor.
Existem quatro tipos de batata-doce: a
branca que é um pouco mais seca, a amarela que possui um doce
maior, a roxa que é a preferida e mais saborosa e a avermelhada,
que também é saborosa, mas não ultrapassa a roxa. A única diferente
desses tipos de batata-doce é a substância beta-caroteno que tem a
capacidade de produzir vitamina A no nosso organismo. Quanto mais escura a
polpa, maior seu teor de antocianina (disponível na variedade roxa). Essas
substâncias ajudam a prevenir câncer, além de combater o envelhecimento
precoce das células em geral.
   
Benefícios da batata-doce para
saúde:
Antioxidante: Tanto a vitamina A como a vitamina C
– de valor inestimável para a prevenção de diversos tipos de câncer -– são
abundantes na batata-doce. O pigmento antocianina antioxidante, em grande
quantidade no amido da batata-doce, pode diminuir os perigos apresentados
por metais pesados e radicais de oxigênio. Outras propriedades
antioxidantes são produzidas por enzimas de armazenamento nela encontradas,
ajudando no trato gastrointestinal. A vitamina A atua na
manutenção dos ossos e no tecido epitelial.
Antiinflamatório: Essa
propriedade é devida à vitamina C, vitamina B6, beta-caroteno, e manganês
que ela contém. Elas são tão eficazes na cura de inflamações internas quanto
nas externas. A redução da inflamação foi verificada em tecido cerebral e
tecido nervoso em todo o corpo, após o consumo da batata-doce.
Fornece energia, auxilia na queima de gordura e no ganho de massa muscular
porque libera a glicose no sangue lentamente. Ajuda no controle da
diabetes porque tem baixo índice glicêmico. Devido esse baixo índice
glicêmico – a energia contida na batata-doce é liberada gradualmente no
organismo – é capaz de aumentar a sensação de saciedade. Além disso, ela não
ocasiona picos de insulina que é o que acontece com carboidratos simples.
Reduz o colesterol total, auxilia na digestão e no emagrecimento, pois
diminui o apetite pela riqueza, também, em fibras. Fortalece o
sistema imunológico porque tem boa quantidade de vitamina A. Faz bem
para a pele graças a vitamina E. Auxilia na formação de colágeno,
previne anemia, regula a pressão arterial e reduz cãibra graças à vitamina
C. Previne doenças cardiovasculares e gastrointesteinais. O amido
resistente também derruba a fração nociva do colesterol, o LDL, e o
triglicérides. Ao passar pelo intestino grosso, ele é fermentado pelas
bactérias "do bem" (probióticas) e, com isso, ajuda a prevenir prisão de
ventre, hemorroidas, doenças inflamatórias intestinais e câncer do cólon.
Infelizmente muitas dietas que estão na moda pregam o corte de
carboidratos da alimentação para emagrecer de forma mais rápida. Mas esses
alimentos são responsáveis por dar energia, por isso não devem ser
eliminados da dieta, especialmente se você pratica atividade física. Se a
ideia é perder peso, invista em carboidratos “do bem”, como a batata-doce.
A batata-doce é interessante para quem quer perder peso: Pelo baixo
índice glicêmico e por ser rica em fibras promove uma ótima saciedade. E tem
apenas 116 kcal em 100 g. O grande responsável por esse alimento favorecer a
dieta é o amido resistente, que, apesar de ser um carboidrato, se comporta
como uma fibra insolúvel – ou seja, resiste às enzimas do intestino delgado,
que não conseguem digeri-lo. Ele também atrai as moléculas de gordura e de
açúcar, fazendo com que sejam absorvidas mais devagar. Ajuda a afinar a
cintura, eliminando principalmente a gordura da região abdominal.
Diferença da batata-doce para outros carboidratos (batata, arroz branco,
mandioca, macarrão): A batata-doce se trata de um carboidrato complexo,
enquanto o arroz branco é um carboidrato simples, sem fibras, degradado
rapidamente e proporcionando menos saciedade. É como se a batata-doce fosse
o arroz integral e a batata inglesa fosse o arroz branco. É mais ou menos
assim que eles se equivalem em relação ao seu efeito no organismo.
Em relação à mandioca, ambas possuem as mesmas características e
benefícios para a dieta. São ricas em fibras promovendo o mesmo tipo de
liberação de energia no organismo. Assim como qualquer carboidrato, elas
aumentam os níveis de serotonina – o neurotransmissor que age nas regiões do
cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar, mas a mandioca e a
batata-doce são campeões. Quanto ao macarrão, seria o mesmo que comparar
o macarrão ao arroz branco; e a mandioca ao arroz integral, ao macarrão
integral ou à batata-doce.
Não há uma quantidade diária recomendada.
Esta deve estar calculada dentro do plano alimentar de acordo com o objetivo
de cada um.
Como preparar? A batata-doce pode ser cozida, assada, na forma de purê e
de chips. Serve como a batata inglesa.
Larissa Signori e Paula Castilho são nutricionistas.

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Direção e Editoria
Irene Serra

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