Palmito

O palmito é o miolo macio e fibroso de diversas espécies de
palmeiras, como a pupunha (espécie Bactris gasipaes), o açaí e a juçara. É rico em fibras, vitaminas A, C e
do complexo B, minerais (cálcio, potássio, magnésio e ferro) e antioxidantes. O
palmito é um legume, pois botanicamente é considerado o caule de uma planta.
Legumes são partes de plantas como caules, frutos, raízes e tubérculos, enquanto
verduras são as folhas e flores.
Possui poucas calorias e gordura, sendo uma boa opção para dietas de
emagrecimento, e pode ser consumido cru (verificando sua origem confiável,
devido ao risco de contaminação por bactérias), grelhado, assado ou em conserva.
É ótimo em saladas, acompanhando outros alimentos ou como ingrediente em
receitas como tortas, recheios, salgados e até como substituto da carne em
pratos vegetarianos.
Prefira comprar palmito em conserva de fontes
legalizadas para evitar a exploração irregular. Procure palmito que apresente,
na tampa, a litografia (impressão que não apaga com atrito) com informações de
acordo com as normas da Anvisa, e o lacre transparente.
Se o
palmito estiver duro, você pode cortá-lo em fatias e levá-lo ao forno por 10
minutos antes de adicionar ao preparo.
O tipo juçara é
extraído do único tronco da palmeira (ela é monocaule), resultando em sua
morte. O indaiá tem longo ciclo de crescimento da planta. Já o
pupunha e o açaí (multicaules) rebrotam após o corte, permitindo a
continuidade da produção.
A extração ilegal de palmito juçara (espécie
nativa da Mata Atlântica) e o indaiá (especialmente no Espírito Santo) são
espécies que têm a extração proibida ou severamente controlada, pois estão em
risco de extinção. O corte dessas palmeiras, ao causar a morte da planta,
prejudica a fauna que delas dependem.
Tipos de palmeiras de palmito
mais conhecidos:
Pupunha: É a variedade mais comum e sustentável, pois a palmeira
rebrota após o corte, permitindo o replantio. Sendo que o primeiro corte pode
ocorrer a partir do segundo ano de plantado.
Esse palmito é amarelado e tem sabor suave e delicado,
mais adocicado, além
de ser menos fibroso que os outros tipos. Pode ser encontrado fresco (cru), em
conserva ou em formatos diferenciados, como espaguete e lasanha.
O
óleo extraído da pupunha é nutritivo e usado na indústria cosmética. E a palha
da palmeira pode ser utilizada para cobrir casas e confeccionar cestarias.
Açaí:
Extraído da palmeira do açaí, sua produção comercial é mais sustentável
do que a da juçara, pois a palmeira também perfilha e rebrota.
Palmeira real: vem sendo um dos mais consumidos, principalmente por ser muito saboroso, macio e nutritivo. Além disso, é um alimento de fácil cultivo, capaz de se adaptar bem às mais variadas condições do solo e resistente ao ataque de pragas e doenças.
Juçara:
Considerado por muitos como o mais saboroso, o palmito-juçara tem um sabor
intenso e uma textura macia. No entanto, a palmeira morre após a extração,
tornando sua colheita predatória. Por isso, a variedade é ameaçada de extinção e
só deve ser consumida se tiver certificação de manejo sustentável.
O palmito também pode ser extraído do
coqueiro, mas ele é
um tipo raro e menos consumido por ser difícil de colher.
Assim
como pode vir da bananeira, sendo extraído do pseudocaule, também chamado
de pseudotronco, que é a parte central e macia. É um processo que envolve cortar
a bananeira após a frutificação e remover as camadas externas para chegar ao
miolo branco e tenro. O termo "palmito de bananeira" é popular, mas
tecnicamente, o palmito "verdadeiro" vem de outras palmeiras, como aas ditas
juçara e a pupunha. A bananeira produz o "falso palmito". Quanto mais jovem a
bananeira, mais macio e menos fibroso será o palmito.
Como usar o palmito:
Cru: O palmito pupunha in natura, por exemplo, pode ser
consumido cru e cortado em rodelas finas ou cubos, para saladas.
Cozido: O palmito em conserva já vem cozido e pode ser usado
diretamente, enquanto o pupunha fresco pode ser cozido na água ou no forno. É
muito usado em risotos, empadas, tortas e pastéis.
Grelhado:
Pode ser preparado na grelha ou na churrasqueira.
Refogado:
Fica delicioso quando refogado ou gratinado.
Métodos para remover a
acidez do palmito em conserva:
Mergulho em água pura:
Coloque o palmito em água fresca e deixe de molho por algumas horas. Troque a
água a cada uma ou duas horas, dependendo do quão ácido ele estiver. Prove o
palmito entre as trocas para verificar se o sabor da conserva foi removido.
Fervura com limão e sal: Corte o palmito em pedaços e ferva em água com sal
grosso e limão (com casca, mas sem a parte branca para evitar amargor) por cerca
de 20 a 25 minutos. Depois de ferver, retire o palmito da água, escorra e lave-o
novamente em água fria.
Mergulho em água com farinha: Outra opção é
mergulhar o palmito em uma mistura de água natural com um pouco de farinha de
trigo e deixar de molho por alguns minutos.
Se após seguir as dicas a
acidez persistir, você pode adicionar um ingrediente doce ao prato finalizado,
como cenoura, para equilibrar os sabores.
Segurança alimentar:
Para evitar o risco de botulismo, uma intoxicação alimentar grave causada
por toxinas da bactéria Clostridium botulinum, prefira palmitos em potes de vidro. Verifique se a água não
tem alteração de cor e se os pedaços são regulares. Não consuma conservas com a
aparência alterada. A contaminação ocorre quando o palmito não é processado ou
conservado corretamente, permitindo que a bactéria se multiplique e produza
toxinas.
Sintomas: Visão turva ou dupla, pálpebras caídas, dificuldade para
falar e engolir, fraqueza muscular progressiva e paralisia dos músculos
respiratórios, que pode ser fatal.
Prevenção: A forma mais segura de
consumir palmito é fervê-lo por pelo menos 10 minutos antes de comer.
Receitas com palmito
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| Salada de tomate e palmito |
Canelone de palmito
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Mousse de palmito |
Torta de palmito e legumes |
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Direção e Editoria
Irene Serra
